quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » Características de uma bicicleta urbana

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Eu Vou de Bike – Bicicletas, Lazer e Transporte Urbano » As rodas da mudança

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Como tornar uma cidade amiga da bicicleta: lições de Sevilha | Vá de Bike!

Como tornar uma cidade amiga da bicicleta: lições de Sevilha | Vá de Bike!

CURITIBA CYCLE CHIC: Girl. Bike. Urban. Style.

CURITIBA CYCLE CHIC: Girl. Bike. Urban. Style.

Prefeitura lança a primeira ciclovia de Goiânia

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A prefeitura de Goiânia lançou nesta quinta-feira (31) a ciclovia que liga o Jardim Guanabara à Praça da Bíblia. As ciclovias, que já são bastante difundidas na Europa, estão sendo vistas como uma alternativa para ajudar a desafogar o trânsito nas grandes cidades.
Em entrevista a Rádio 730, o presidente da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Miguel Thiago falou sobre o potencial das ciclovias e quando elas serão implantadas. Segundo ele, as ciclovias não servirão apenas aos ciclistas, mas também aos trabalhadores de toda a região.
“Como estamos em período chuvoso, não é possível lançar as obras ainda, porém o projeto básico já foi apresentado. O trajeto iniciará no trevo da BR 153, próximo ao Setor Aldeia do Vale. Naquele trecho, o canteiro central é amplo e comporta bem a ciclovia. As ciclovias irão servir tanto para esporte, quanto para transporte”, afirma.
De acordo com o presidente da AMT, enquanto as obras não iniciam, os moradores das demais regiões da capital podem discutir a possibilidade da implantação das ciclovias em outros bairros, já que a posição geográfica da cidade favorece esse tipo de investimento.
“Goiânia é uma cidade relativamente plana. Precisamos aproveitar esta geografia para a promoção de outros modais. Ficamos sempre na política do carro e não dá mais para levá-la adiante, pois as ruas estão saturadas e o fluxo de veículos aumenta a cada dia mais."
Miguel Thiago afirmou que ainda não há precisão de data e que os próximos passos ficarão a cargo dos órgãos executores, como a Agência Municipal de Obras (AMOB).
Conscientização
O presidente da AMT afirmou que o Departamento de Educação para o Trânsito estará atento para que os motoristas respeitem os ciclistas e lembrou a Legislação de Trânsito.
“Há uma tendência cultural dos condutores de veículos, pensarem que o ciclista e o motociclista são um estorvo. Devemos modificar essa cultura, pois o trânsito não é somente dos carros. Os motoristas devem respeitar os ciclistas, que precisam respeitar os pedestres. Cada um deve proteger aquele que é mais frágil. A educação é fundamental”, esclarece.
De acordo com Miguel Thiago, em alguns momentos, os ciclistas deverão estar atentos aos cruzamentos, já que as ciclovias irão atravessar da ilha para o canteiro central da pista.

sábado, 26 de março de 2011

Pedale bem...

Pedale bem...



 1. Cordialidade e educação é o melhor caminho para a segurança e qualidade de vida.
 2. Seja bem visível – use roupas claras, chamativas, refletivas.
 3. Mantenha sempre os refletores limpos e corretamente posicionados, e de preferência use farol e lanterna.
 4. Sinalize suas intenções com antecedência.
 5. NUNCA pedale na contra-mão! É a maior causa de acidentes graves.
 6. Respeite para ser respeitado: pare nos sinais, siga o que manda a sinalização e a Lei.
 7. Pedale mantendo sempre a linha mais reta possível.
 8. Pedale a direita da via guardando pelo menos 1 metro dos obstáculos.
 9. Muito cuidado com portas abrindo.
 10 . Não se esconda entre veículos estacionados. Evite zigue-zague e movimentos bruscos.
 11. Evite conflito com carros que viram à direita sinalizando antes o que você pretende fazer.
 12. Virar a esquerda é a situação mais perigosa para o ciclista. Mais da metade dos acidentes fatais ocorrem nesta situação.
 13. Olho no olho do motorista: descubra sua intenção.
 14. Em transito lento fique atrás do carro guardando boa distância: você terá tempo para frear e não irá respirar fumaça
 15. Cuidado com buracos, valetas, bueiros e outros obstáculos. Antecipe sua ação olhando lá na frente.
 16. Respeite o pedestre: não o assuste, aproxime-se devagar, sinalize e só então passe.
 17. Cuidado com cachorros, crianças brincando, skatistas ou corredores.
 18. Mantenha-se hidratado e alongado
 19. Prenda a bicicleta com uma trava resitente e em local onde o ladrão se sinta constrangido.
 20. Bicicleta e equipamentos sempre em perfeitas condições.

Força no pedal


Esqueça os percursos longos e complicados. É possível perder peso, além de tornear as pernas e o bumbum com trajetos simples, como ir à padaria, ao cinema ou ao mercado - é só usar alguns truques para turbinar a pedalada

Por Ana Paula de OliveiraRevista BOA FORMA

Coloque a magrela na rua

Há quanto tempo você não anda de bike? Ela está lá, pendurada no gancho da garagem há um tempão? Chegou a hora de colocar a sua magrela na rua e sentir na pele os benefícios dessa atividade que, além de ser uma das mais prazerosas, é uma das que proporcionam maior gasto energético. Uma hora pedalando mountain bike queima 700 calorias, o equivalente a um farto hambúrguer com direito a queijo, maionese, ketchup...

O fato de não provocar impacto nas articulações faz da bicicleta a melhor aliada para promover o emagrecimento, de acordo com a nutricionista Bonnie Jortberg, diretora do departamento de perda de peso do Centro de Saúde da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. A natação é outra atividade que preserva as articulações, contudo, Jortberg é contundente ao dizer que nem sempre as gordinhas se sentem à vontade dentro do maiô, por isso procuram a bike para reverter o ponteiro da balança. No que diz respeito a pernas perfeitas, o ciclismo é mágico, pois além de queimar gordura, desenha os músculos. "A musculatura das coxas - e também dos glúteos - entra em ação, com muito mais ênfase para o quadríceps", diz Kim Cordeiro, diretor-técnico da BKSport Assessoria Esportiva.

Quer mais vantagens? Andar de bicicleta é lúdico - afinal, você deu as primeiras pedaladas quando criança -, equivale a investir em uma poupança, porque economiza o dinheiro do transporte, e também contribui com a natureza, pois não polui o ambiente.

Com tantos benefícios, por que as mulheres ainda são resistentes à atividade? De acordo com Cláudio Clarindo, ex-técnico da seleção brasileira feminina de ciclismo, a falta de companhia é o principal fator, pois elas se sentem inseguras para encarar, sozinhas, as mudanças de marchas, o freia e acelera da bike, além do trânsito pesado das grandes cidades. Esse medo é superado com um pouco de prática. E a melhor maneira de arrumar companhia é entrar para um grupo de ciclistas - existem até o exclusivos para as mulheres. Suba em sua bike e saia por aí!

Primeiras pedaladas

É como andar de bicicleta, a gente nunca esquece. Essa frase capta bem o espírito da coisa - se você aprendeu quando era criancinha, mesmo que tenha ficado décadas sem subir na bike, é provável que você volte a pedalar com desenvoltura se tiver uma dose de persistência. Antes de se aventurar no meio do trânsito, procure ruas calmas ou parques. O importante é não "brigar" com a bicicleta: corrija a trajetória com delicadeza e sem medo de cair. Isso pode acontecer, portanto, esteja preparada e tente se apoiar com as mãos. Um capacete vai fazer com que você se sinta segura, pronta para se aventurar mais. Mantenha os dedos no freio e olhe sempre para onde deseja ir. Se ainda não tiver confiança, procure na sua cidade uma escola de ciclismo (as lojas especializadas podem ajudar nessa busca). Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura mantém a Escola de Ciclismono Parque das Bicicletas (alameda. Iraé, 35, Moema, São Paulo), um projeto para ensinar adultos a pedalar.

Gasto calórico


• Ciclismo lazer 280 cal em 1 hora

• Ciclismo leve 420 cal em 1 hora

• Ciclismo moderado 560 cal em 1 hora

• Ciclismo corrida 693 cal em 1 hora

• Mountain bike 700 cal em 1 hora

Fonte: livro Cycling for Health and Fitness, de ed. Pavelka (sem tradução em português)

Passeio que rende como treino

Enxugar gordurinhas, desenhar as pernas, tonificar o bumbum, melhorar o fôlego... andar de bicicleta pode equivaler a uma aula na academia. Mas você precisa adotar um ritmo um pouco mais intenso. Veja como:

• O ideal é que você pedale pelo menos 30 minutos. Seu fôlego não dá para tanto? Comece com menos e aumente aos poucos. Sua meta é atingir 60 minutos, para detonar mais calorias.

• Para aquecer, inicie devagar e vá aumentando a velocidade. Você pode alternar 5 minutos em ritmo de passeio com 5 minutos em ritmo mais intenso. Esse tipo de treino, chamado intervalado, faz sucesso nas aulas de spinning e corrida, as campeãs na queima de calorias.

• Se o objetivo é perder peso, aumentar a marcha é um erro, explica Andrea Marcellini, organizadora do grupo Hora do Blush. A pedalada cadenciada com mais rotações de pedal, num ritmo constante, no plano e durante pelo menos 40 minutos, é ideal para queimar gordura. "Aliás, é um dos exercícios mais eficientes, melhor até que a corrida. Isso porque o corpo funciona numa frequência cardíaca baixa, usando apenas a gordura como combustível", define.

• Colocar subidas no percurso é muito bom para melhorar o condicionamento físico e dar um up na musculatura da perna. "O esforço extra da subida, alternado com a recuperação no plano, aumenta a capacidade cardiorrespiratória", diz Andrea. "As subidas exigem bastante dos músculos, que ganham tônus", reforça Kim Cordeiro.

• Quer tornear as pernas e secar gordura? Os especialistas fazem coro: o ideal é variar o local da pedalada, alternando terrenos planos e subidas. "Caso não haja uma subida por perto, use as marchas mais pesadas, assim você vai ter que fazer mais força para pedalar", aconselha Cordeiro.

• As marchas da bicicleta costumam ser encaradas como um bicho de sete cabeças, mas não são. Como o câmbio de um carro, que serve para adaptar o giro do motor à velocidade e ao tipo de terreno, elas facilitam as pedaladas na subida, no plano e na descida. A dica aqui é simples: pratique que a troca vai ser automática, como quando você dirige um carro.

Bike segura

O principal ponto ao pedalar nas ruas é ver e ser vista. Não é à toa que as roupas de ciclismo são bastante coloridas e chamativas. Confira aqui os equipamentos obrigatórios para pedalar com conforto e segurança:

• Capacete: 95% dos acidentes com bicicleta envolvem ferimentos na cabeça.

• Óculos: protegem do vento, poeira, insetos...

• Luvas: em caso de queda, as mãos são as primeiras a irem ao chão. As luvas de ciclismo são feitas especialmente para evitar arranhões.

• Roupas: claras e com detalhes refletivas (fundamentais à noite).

• Tênis: jamais pedale de sandália ou chinelos, pois podem enroscar nos pedais, causando acidente.

• Campainhas e espelhos: você anuncia sua passagem e vê tudo ao seu redor.

Clube da Luluzinha

Confira alguns grupos que organizam roteiros especiais dedicados às mulheres

• Saia na Noite - São Paulo (www.saiananoite.com.br)

• Hora do Blush - Belo Horizonte (www.horadoblush.com.br)

• Saia de Bike - Florianópolis (www.viaciclo.org.br)

• Pedal Pink - Juiz de Fora (comunidade no Orkut)

quinta-feira, 24 de março de 2011


Elas vão de bike


E voltam. Quatro garotas de VIDA SIMPLES contam como é a experiência cotidiana de se deslocar de bicicleta pelas ruas de São Paulo


fotos Alexia Santi e Guilherme Gomes

A esportistaBicicleta para mim combina com aventura, com emoção. Lembro o dia em que a magrela virou integrante da família – até minha mãe aprendeu a dar suas pedaladas quando os filhos eufóricos se equilibraram nas bikes pela primeira vez. Em parques e fins de semana no campo lá estava ela, meu instrumento de exploração de territórios menos domesticados, trilhas ríspidas de terra, muita buraqueira, desníveis e paisagens lindas. Um instrumento também para conhecer meu próprio corpo, a sensação boa da batida crescente no peito, músculos atiçados, respiração vigorosa. De modo que falar de bicicleta era o mesmo que falar de esporte, de passeio, de prazer.

Bem, até que... há cerca de três anos, em uma viagem pela Europa, fiquei embasbacada com a quantidade de ciclistas circulando pelas ruas de diversas cidades. Moradores que adotaram as magrelas como meio mais saudável e prazeroso de locomoção. Jovens, senhoras, casais. De tudo um pouco. Fiquei com vontade de usar a bicicleta também como transporte. Claro que São Paulo não tem as dimensões daqueles lugares, nem seu trânsito, muito menos a educação dos seus moradores.

Voltando, experimentei passeios de fim de semana por bairros da cidade que pouco conhecia. Fui perdendo o receio e o ambiente, que era hostil, foi ficando mais aprazível. Até que ir ao trabalho se tornou uma opção mais agradável que o carro. Levo uma mochila com uma muda de roupa, um sapato – e uma câmara de pneu, para o caso de ele furar no meio do caminho (o que já aconteceu duas vezes). Já fiz até um curso de mecânica próprio para bicicleta.

Minha magrela Josefina é uma mountain bike, adaptada para montanha e trilhas de terra. Não é exatamente a bicicleta mais aconselhada para o asfalto, mas no fim das contas deparei na urbe com ruas mais esburacadas que um queijo suíço, muito sobe-e-desce – fora os carros, ônibus e motos para dividir o caminho. Praticamente um ambiente selvagem.

E quer saber? Bicicleta para mim ainda combina com aventura, com emoção. Aventura de descobrir outras paisagens da cidade, de novos ângulos, aprendendo a pedalar com atenção redobrada. E emoção de circular pelas ruas em uma escala menos mecânica e mais humana.

Frequência da casa para o trabalho: 2 vezes por semana
Distância casa-trabalho: 3,2 km
Traje: roupa esportiva, tênis e mochila (com a roupa para o trabalho)
Equipamentos: capacete, pisca-pisca, refletivos,
 hodômetro, bomba de ar, kit de reparo, cadeado, buzina

Marcia Bindo é editora e só caiu de bicicleta uma vez: num parque.

A conscienteNunca tive carro. Tampouco fui ciclista – ou esportista. Fazia pra lá de 15 anos

 que eu não subia em uma bicicleta quando comprei minha dobrável, há um ano.

 A ideia era resolver pequenos deslocamentos, como a ida ao supermercado. 

Era difícil fazer compras e voltar para casa a pé carregando peso.


Logo desenvolvi técnicas de distribuição dos produtos na sacola retornável, que fica presa por um elástico ao bagageiro: pesados por baixo, ovos por último, para não quebrar nem amassar nada. Passei a frequentar sempre um mesmo empório, pois nele é possível deixar a bicicleta dentro da loja, encostada em um canto – o mesmo que faço em farmácias ou lojas. Não demorou para eu testar o caminho para o trabalho (coisa que, no início, jurei que não faria). Das primeiras vezes, vinha com uma amiga. Sozinha, nem pensar, medo. Mas um dia ela faltou e encarei o asfalto sozinha.

Quero ser respeitada, por isso, respeito. Uso os equipamentos de segurança direitinho, sigo as regras de trânsito ao máximo. De vez em quando, ainda dou bronca em motorista que não quer fazer o mesmo – e agradeço quando dão passagem. Tento sempre me fazer vista. Olho no olho, se necessário. No caminho, é claro, há percalços: asfalto irregular, britas espalhadas pela via, carros que passam “voando”. No início do ano, mudei-me de casa (usei a bike para sair por aí procurando um novo apê) e apareceram no trajeto as subidas. Resultado: 15 minutos de descida para ir (mesmo tempo de carro, a metade do ônibus, que dá voltas) e outros 25 para voltar, sendo que os dois últimos quarteirões subo com a bike na mão, não tem jeito. O melhor caminho para mim é sempre o mais bonito. Ruas arborizadas, com pouco trânsito ou carros em menor velocidade são sempre as escolhidas. Não importa que dê mais volta.

Andar de bicicleta é também curtir a cidade. Adoro parar na padaria, atraída pelo cheirinho. Quando a respiração aperta, faço uma pausa e aprecio a vista. Mas talvez a maior recompensa seja descobrir que a tudo a gente se adapta, sem poréns, sem frescuras. Se chove, dobro a bicicleta e pego um ônibus ou táxi. Se cai uma chuva, tomo banho. Se quero sair de vestido, coloco uma legging por baixo. E, se estou com preguiça, deixo a bike em casa. Afinal, pedalar não pode perder uma dimensão: a do prazer.

Frequência da casa para o trabalho: 2 a 4 vezes por semana
Distância casa-trabalho: 3 km
Traje: jeans e all-star (às vezes algo a mais no bagageiro)
Equipamentos: capacete, pisca-pisca, refletivos, cadeado, buzina

Priscilla Santos é repórter e adoraria pedalar em Paris.























A esporádicaAdoro dirigir, tanto carro quanto moto, e não abro mão do conforto que eles me proporcionam. Também não sou muito chegada em esportes, tenho uma rinite alérgica que sempre atrapalhou minha performance física. Por essas e outras, começar a andar de bike foi um grande desafio.

Sou mineira e desde que me mudei para São Paulo, há dois anos, senti dificuldade em encontrar tempo para me exercitar. Acabei fazendo spinning na academia. Sampa tem muitos restaurantes deliciosos e, veja bem, tenho que manter este corpinho. Spinning é um ótimo exercício, mas falta emoção. Andar de bicicleta sem sair do lugar não tem graça, né? Foi aí que resolvi trazer minha bike de Belo Horizonte, uma que ganhei do meu pai há uns dez anos e estava lá enferrujando. Troquei os pneus, levei numa bicicletaria para fazer uma revisão e… voilá! Aos trancos e barrancos, fui para a rua.

Mas a bicicleta para mim é diversão, não meio de transporte, muito menos obrigação. Ando de vez em quando mesmo, até porque dá um trabalho danado ir trabalhar de bike. É longe! E tem que sair bem mais cedo de casa, levar uma “mala” com a roupa que você vai usar naquele dia. Acabo deixando a vaidade um pouco de lado nos dias em que vou ao trabalho de bike. Assumo o jeans, tênis e camiseta, apesar de não ser o meu look predileto. Mas sei que é por uma boa causa.

Geralmente não gosto de pedalar sozinha. Fica mais divertido com as amigas, me sinto mais segura. Tenho medo de assalto, mas não deixo de viver as coisas boas da vida. Adoro sentir aquele ventinho na cara, tem gosto de molecagem! Além do mais, há aquela solidariedade de classe que é superengraçada. Quando encontro outros ciclistas, cumprimento de longe com um sorrisão ou paro para bater um papo.

Mas tem um probleminha. Quase sempre fico com o bumbum dolorido depois dos passeios. Vai ver é por isso que são tão esporádicos!

Frequência da casa para o trabalho: 1 vez a cada 15 dias
Distância casa-trabalho: 7,5 km
Traje: jeans ou short, tênis, camiseta e munhequeiras
Equipamentos: capacete (que era do meu irmão), cadeado

Rita Carvalho é designer e consultora de moda de plantão

A viciadaComprei uma bicicleta impulsionada pela busca de uma nova experiência urbana. Há seis meses, mudei para o centro de São Paulo sozinha, o que exigiu uma redução de orçamento. Ali uma vaga fixa num estacionamento vale ouro. Parei de usar o carro e comecei a ir para o trabalho com minha bike, apelidada Ginger (gengibre em inglês, um poderoso energético). Viciante. Mas a delícia de sentir a temperatura dos dias e noites se misturou com a necessidade de estratégias para contornar as dificuldades.

Percurso: o trajeto até o trabalho é longo, com duras subidas. O cansaço é inevitável. Alterno semanas em que faço absolutamente tudo de bike e outras em que me rendo um ou dois dias a carona, táxi ou ônibus. As ruas secundárias são mais agradáveis, mas escuras à noite. Para driblar os riscos, instalei faróis pisca-pisca na frente e atrás e procuro estar atenta, mas sem paranoia.

Tempo: fiz um teste com um amigo que anda de carro, mora no mesmo prédio e trabalha no mesmo lugar que eu e descobri que fazemos esse deslocamento no mesmo tempo, meia hora. Com a Ginger vou mais rápido que com o ônibus.

Intempéries: minha bike é dobrável. Em dias de chuva ou quando tenho algum programa depois do trabalho, em um minuto ela é reduzida a 1/3 do tamanho e acolhida num porta-malas. A mochila vai amarrada no guidão, mais comprido que o de uma bike normal. Nele também coloco as sacolas, quando faço supermercado.

Mulher de bike: equipada e agindo corretamente, uma ciclista é mais respeitada, mas sim, somos assediadas. É preciso escolher uma roupa leve, que não enrosque, e um sapato firme. As ladeiras fazem suar, por isso às vezes uso saia com bermuda por baixo e tive que me matricular em uma academia no prédio onde trabalho para tomar banho antes de começar a correria da redação.

Em janeiro deste ano vendi o carro e ganhei dois desafios: equilibrar poesia com senso prático.

Frequência da casa para o trabalho: 3 a 5 vezes por semana
Distância casa-trabalho: 7 km
Traje: tênis ou sapato, saia com short por baixo com regata
Equipamentos: capacete, pisca-pisca, refletivos, luvas, cadeado, buzina

Fabiana Rodrigues é designer e corta seu próprio cabelo

Cycle Chic


Inspirado pela dica da leitora Mariane, nos comentários do post anterior, resolvi dedicar um post ao movimento que chamam lá fora de Cycle Chic.
Segundo a Wikipedia (definição em inglês), Cycle ChicBicycle Chic ou Bike Chic é a cultura de pedalar com roupas “fashion”, com estilo ao se vestir.
No Brasil, houve nas últimas décadas a associação da bicicleta com lazer e esporte, relegando-a como meio de transporte apenas às camadas sociais mais baixas.
Site da fabricante Sundown (de cima), com foco exclusivamente esportivo, em contraponto ao da Dahon, que aposta no uso cotidiano da bicicleta.
A sociedade se acostumou a ver a bicicleta como brinquedo ou como falta de opção para quem ainda não pôde comprar um carro, graças à cultura do automóvel instalada no Brasil a partir das políticas centradas no automóvel de Juscelino Kubitschek, Prestes Maia, Paulo Maluf e outros tantos.
Parte da culpa disso também recai sobre Caloi, Monark e mais recentemente a Sundown, que dos anos 80 para cá reforçaram o conceito de bicicleta apenas como lazer, esquecendo que ela também é um meio de transporte e que metade das vendas de bicicletas se destina a esse fim. Nem mesmo vindo alguém de fora para ensinar (como a Dahon, que mal chegou e já está fazendo bastante sucesso apostando exclusivamente no uso urbano da bicicleta), as grandes fábricas aprenderam. Quem sabe quando a Dahon tiver engolido uma bela fatia do mercado eles acordem…
Nos outros países, sobretudo na Europa, onde a bicicleta sempre foi principalmente um meio de transporte, as pessoas têm outra visão de como utilizá-la. Aqui, quando alguém vai elegante a algum evento, quer ir de carro, seja ele próprio, táxi, ou carona. Lá, a bicicleta também serve para isso. Afinal, há onde estacionar, as bicicletas têm algumas pequenas diferenças para não estragar a roupa (adaptações que podemos fazer nas nossas, como protetor de corrente e guarda-saias), possuem bagageiro, as trancas em U são vendidas em qualquer loja e o ciclista é respeitado nas ruas e nos estabelecimentos.
As bicicletas são usadas não só para ir ao trabalho e à escola, mas para ir ao mercado, ao cinema, à casa dos amigos e até às festas. Enquanto isso, aqui o chique é ficar preso no trânsito mesmo no final de semana, levar meia hora para andar os últimos 500 metros do local do show e pagar R$ 20 de estacionamento ou R$ 10 para um flanelinha… E não me venham com aquelas velhas falácias de que não dá apra andar de bicicleta aqui por causa das subidas ou do calor, porque isso é desculpa que se dá para si mesmo: as subidas você contorna ou desce e empurra a bicicleta devagar; quanto ao calor, você pode pedalar mais devagar e suar o mesmo que se estivesse andando (e ainda ser refrescado pelo vento), ou pode levar outra roupa e se limpar e se trocar no destino ou próximo a ele.
Nosso consolo é que aos poucos, isso vai mudando por aqui também. A mudança já começou e chegou até à mídia tradicional (TV,jornais e revistas), que sempre foi totalmente favorável ao automóvel, mesmo em detrimento do transporte coletivo, já que a maior parte dos anúncios vem de montadoras, concessionárias e outras empresas que lucram com produtos e serviços relacionados ao automóvel. Não há mais como continuar na contramão do mundo: as coisas vão melhorar cada vez mais para os ciclistas urbanos, haverá cada vez mais infra-estrutura e respeito nas ruas.

será que chegaremos lá?

Inveja da Europa

De férias em Barcelona, vi o tanto que as bikes aqui tem seu valor. Muitos lugares para se alugar bike e ciclovias em várias avenidas.
Espero que antes que eu morra veja pelo menos as ciclovias em Goiânia.
Abraços a todos.
  Fernando Accioly - @fernandoaccioly

Vejam as fotos:

 Ciclovias nos canteiros centrais
 Bikes que se pode alugar em vários pontos da cidade, e devolver em qualquer outro ponto
 Mais ciclovias
 Há vários estacionamentos de bike na cidade
 Um dos pontos de locação de bikes
Outro de vários pontos de locação de bikes

terça-feira, 22 de março de 2011

PEDAL NOTURNO NA MARGINAL CASCAVEL (GOIÂNIA) EM 24 DE MARÇO


PEDAL NOTURNO NA MARGINAL CASCAVEL (GOIÂNIA) EM 24 DE MARÇO

O Presidente da Federação Goiana de Ciclismo, Gerson Mariano, convida os ciclistas para marcar presença em 24 de março, quinta-feira, no evento Pedal Noturno, na Marginal Cascavel (Goiânia-GO). Na ocasião, a Agência Municipal de Trânsito (AMT) fechará a via para que os ciclistas tenham mais segurança ao praticar atividades com bicicletas.

A AMT avaliará a quantidade de pessoas neste evento piloto para que o projeto seja implantado definitivamente e a via seja fechada todas as quintas-feiras.

As atividades serão realizadas das 19:30h às 22h, com atividades físicas, escola para crianças e competição. Mais informações e inscrições para a competição na Federação Goiana de Ciclismo - (62) 3224-2817.



Mais informações:    www.sistimesolucoes.com.br/rel_nov.asp?pub=1551

Pedal em parceria com CDL Jovem


Data: 17-04-11 domingo
Local de encontro:  Predio da CDL, esquina das ruas 8 e 9, setor oeste
Hora de encontro: Hrs 9:00
Hora de saída: Hrs 9:30
Distância total: 20 km
Percurso: pedal urbano, entre as principais ruas da capital
Nível do pedal: facil - manifestação
Info: Leandro Scott  8403-6696 Fernando Accioly 8538 6171 Eduardo da Costa 9293 4478

Obs.: Levar água, câmara reserva, ferramentas compatíveis com sua bike e alimentos

Convido a todos para esse pedal, de manifestação a favor da ciclovia permanente!
O Pedal Goiano e a CDL Jovem se uniram para esse grandioso evento!
Será servido cafe da manha para os ciclistas, e apos o pedal serao sorteados inumeros brindes, inclusive, sera sorteado uma bike nova, oferecida pela Fernando Bicicletas!
O objetivo do pedal e mostrar a populaçao a importançia de se ter ciclovias permanentes na capital!
O evento contará com diversos politicos e autoridades, e sera escoltado pela AMT!



Organização: Pedal Goiano e CDL Jovem
Patrocinio: Sky bike, Radical ciclo, Bike de Prata, Tapera Publicidade, Adriano pneus, Grimpeças Aviamentos, American Brindes, Fujioka, Gravaçoes e Presentes,  Omega Dounier, Belcar, Rotary lcube Goiânia, Maxi Sushi, Novo Cenario Instalaçoes Comerciais.

Bicicleta é o veículo mais rápido em Goiânia


Por Flávia Moreno

Do Jornal O Hoje
Fotografia: Antônio Campos (fotoideia.blogspot.com)
A Associação População em Ação, formada por 14 amigos insatisfeitos com a realidade da cidade, resolveram agir em busca de soluções diante dos problemas. Na última quarta-feira, 7, eles se encontraram para fazer um teste de mobilidade no trânsito. Um foi a pé e outros de carro, ônibus, Citybus e bicicleta. Eles saíram da Praça do Sol às 18 horas e foram até a Praça Universitária cronometrando o tempo gasto para fazer a rota, que era a mesma para todos, exceto o pedestre, que pode escolher por onde ir.
Como era horário de pico, o trânsito estava realmente um caos, e por incrível que pareça, ou não, quem chegou mais rápido foi o ciclista, Sarakura do Brejo, de 25 anos, que é instrutor de circo. Ele demorou 13 minutos para chegar ao fim do percurso estabelecido. Em segundo lugar ficou o motoqueiro, que chegou com 16 minutos. Quem estava de carro chegou 20 minutos depois. Em seguida, o passageiro do ônibus alcançou o lugar marcado para o encontro dos participantes, depois de esperar 36 minutos. Em último lugar chegou quem foi de citybus, com 46 minutos.
A presidente da Associação População em Ação, Catharina Rassi Jorge, 30, advogada, observando os números da ação, concluiu que o transporte público em Goiânia é o pior. “Não tem condições de conforto e é muito demorado. Já o Citybus, que foi o mais lento, é o mais caro”. Ela também destacou que o ciclista tem um desempenho fantástico no trânsito e que este veículo não é nenhum pouco explorado na cidade. O diretor de Projetos da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Ciro Augusto, diz que “Goiânia conta apenas com uma ciclovia para lazer, que vai do Parque Vaca Brava até o Parque Flamboyant.”
De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan) da Prefeitura de Goiânia, as ciclovias estão previstas no Plano Diretor da cidade aprovado recentemente. Entretanto, o chefe de gabinete da Seplan, Sebastião Ribeiro de Sousa, afirma que não há previsão de projetos para a instalação dessas pistas e assegura que não é necessário apenas ter a ciclovia, pois a população tem que ser conscientizada. “O Rio de Janeiro é conhecido como a cidade das ciclovias, mas há marketing para o incentivo”, explica ele, que adianta que “havia uma ciclovia nas mediações da Marginal Botafogo, mas por falta de uso deixou de existir.”
Já para Sarakura, essas vias seriam a solução, pois ele não utiliza o transporte coletivo e não tem carro. “Eu só ando de bicicleta e é muito mais fácil e rápido”. Na opinião dele, deveria haver ciclovias principalmente perto das universidades, onde tem muitos estudantes e jovens. “No Setor Universitário era essencial e se tivesse nas avenidas principais também melhoraria o tráfego na cidade.” A Associação, atenta ao problema do trânsito em Goiânia, pretende fazer outras ações para provar o que foi verificado neste primeiro Rally. “Vamos fazer esta ação em outros lugares, como onde tem linha preferencial para ônibus”, conta Catharina.