sábado, 19 de março de 2011

Bicicleta é o veículo mais rápido em Goiânia



Por Flávia Moreno
Do Jornal O Hoje
Fotografia: Antônio Campos (fotoideia.blogspot.com)
A Associação População em Ação, formada por 14 amigos insatisfeitos com a realidade da cidade, resolveram agir em busca de soluções diante dos problemas. Na última quarta-feira, 7, eles se encontraram para fazer um teste de mobilidade no trânsito. Um foi a pé e outros de carro, ônibus, Citybus e bicicleta. Eles saíram da Praça do Sol às 18 horas e foram até a Praça Universitária cronometrando o tempo gasto para fazer a rota, que era a mesma para todos, exceto o pedestre, que pode escolher por onde ir.
Como era horário de pico, o trânsito estava realmente um caos, e por incrível que pareça, ou não, quem chegou mais rápido foi o ciclista, Sarakura do Brejo, de 25 anos, que é instrutor de circo. Ele demorou 13 minutos para chegar ao fim do percurso estabelecido. Em segundo lugar ficou o motoqueiro, que chegou com 16 minutos. Quem estava de carro chegou 20 minutos depois. Em seguida, o passageiro do ônibus alcançou o lugar marcado para o encontro dos participantes, depois de esperar 36 minutos. Em último lugar chegou quem foi de citybus, com 46 minutos.
A presidente da Associação População em Ação, Catharina Rassi Jorge, 30, advogada, observando os números da ação, concluiu que o transporte público em Goiânia é o pior. “Não tem condições de conforto e é muito demorado. Já o Citybus, que foi o mais lento, é o mais caro”. Ela também destacou que o ciclista tem um desempenho fantástico no trânsito e que este veículo não é nenhum pouco explorado na cidade. O diretor de Projetos da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Ciro Augusto, diz que “Goiânia conta apenas com uma ciclovia para lazer, que vai do Parque Vaca Brava até o Parque Flamboyant.”
De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan) da Prefeitura de Goiânia, as ciclovias estão previstas no Plano Diretor da cidade aprovado recentemente. Entretanto, o chefe de gabinete da Seplan, Sebastião Ribeiro de Sousa, afirma que não há previsão de projetos para a instalação dessas pistas e assegura que não é necessário apenas ter a ciclovia, pois a população tem que ser conscientizada. “O Rio de Janeiro é conhecido como a cidade das ciclovias, mas há marketing para o incentivo”, explica ele, que adianta que “havia uma ciclovia nas mediações da Marginal Botafogo, mas por falta de uso deixou de existir.”
Já para Sarakura, essas vias seriam a solução, pois ele não utiliza o transporte coletivo e não tem carro. “Eu só ando de bicicleta e é muito mais fácil e rápido”. Na opinião dele, deveria haver ciclovias principalmente perto das universidades, onde tem muitos estudantes e jovens. “No Setor Universitário era essencial e se tivesse nas avenidas principais também melhoraria o tráfego na cidade.” A Associação, atenta ao problema do trânsito em Goiânia, pretende fazer outras ações para provar o que foi verificado neste primeiro Rally. “Vamos fazer esta ação em outros lugares, como onde tem linha preferencial para ônibus”, conta Catharina.

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